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A Final Nacional da SuperLiga Futebol 7, cuja dimensão competitiva obriga a que a prova tenha de desenrolar-se em 2 dias, levou a que desfilassem nos relvados sintéticos do Estádio Municipal Bento Pessoa, na Figueira da Foz, a Elite entre o MiniFootball nacional numa prova conquistada pelo L.Lourosa/Florgrade que contou com vários intervenientes de realce que passam a ser destacados individualmente:

Nuno Capela (L.Lourosa/Florgrade) – Vem-se tornando um jogador cada vez mais completo e por conseguinte cada vez melhor. Cada vez mais vai deixando de ser o jogador que inicialmente se distinguia como uma unidade mais posicional, de frente de ataque, para jogar mais recuado, a todo o campo, como um dos organizadores de jogo da Florgrade que recuperou o título nacional muito devido à prestação do seu nº 9, que em vários momentos actuou mesmo em dupla defensiva mas não perdeu a sua apetência goleadora, tendo sido, ex-aequo, o melhor marcador do torneio e distinguido como MVP.

Diogo Belinha (L.Lourosa/Florgrade)  – Juntou-se ao irmão, o guarda-redes Luís Belinha, numa Florgrade que venceu e impressionou tudo e todos pelo jogo praticado – muito devido à capacidade no passe curto e de média distância deste jovem jogador que chegou a ser figura na formação do FC Porto e que acrescentou uma sempre valiosa dose de classe à equipa aveirense com o expoente máximo da sua participação a ter tido lugar na final antecipada que foi os quartos-de-final, ante o Central Mensageiro. Se existisse um Prémio Revelação, teria vencido ’de caras’.

Carlos Abreu ‘Caló’  (ARCOV) – Salientou-se como o mais valioso guarda-redes da competição, tendo ganho especial preponderância nos derradeiros desafios – foi até adiando o golo que haveria de garantir o título nacional à Florgrade. O facto de também o seu suplente, Luís Rocha, ter demonstrado uma imensa qualidade ao ter sido figura num desempate por grandes penalidades ainda intensificou o brilho das suas exibições que incidiram numa grande agilidade e reflexos que lhe proporcionaram várias séries de defesa mesmo perante remates à queima-roupa.

Hugo Lopes (ARCOV) – Se Pedro Vieira era tido como o jogador mais notabilizado da sua equipa, desta feita contou com um companheiro que não se lhe mostrou em nada inferior. Felino na desmarcação, apresentou uma disponibilidade física impressionante e uma exímia cobertura de espaços que lhe permitia mudar constantemente de posição no ataque, deambulando entre o eixo e a ala direita para baralhar marcações e arrancar preciosas assistências para os seus companheiros numa equipa que foi sensação pela quantidade de atacantes a ter em conta.

Armando Gomes (AMBCV) – Não será dos jogadores de mais fino recorte técnico, mas consiste no jogador mais desejado para qualquer equipa que pretenda finalizar sem grandes rodeios ou hostilidades. Conhece a grande área como poucos e por essa razão voltou a ser figura pelos golos marcados, razão pela qual conquistou uma vez mais o prémio de melhor marcador da competição, desta feita em igualdade com Nuno Capela com 5 golos marcados – o menor número de encontros disputados conferiu-lhe uma vantagem decisiva.

Nélson Paiva (Central Mensageiro) – A sua fortíssima estrutura física deixa parecer uma falsa ideia de que se trata de um jogador lento e pouco móvel. Muito capaz no capítulo do passe, mostra capacidade para abrir linhas de passe cobrindo espaços e desenvolvendo tabelas e passes em profundidade. Resumindo, muito embora possua a constituição de um defensor implacável nos duelos individuais, possui qualidade e visão de jogo para alinhar em terrenos mais adiantados, tendo sido o jogador mais completo e regular da sua equipa.

Fábio Silva (Bonde Sem Freio) –
Quem inicialmente mire a sua elevadíssima estatura – ultrapassa o 1,90 metro de altura – certamente não prevê o seu conforto a sair com a bola dominada, o que facilita a saída em construção e em apoio para a sua equipa. Claramente um tipo de jogador de Futebol 11, com excelente leitura de jogo e confiante a sair com a bola dominada, possui uma interessante relação com o golo e muita competência na bola parada na marcação de livres directos e grandes penalidades.

Pedro Oliveira (Juventus BH Foz) – Futebolista detentor de uma conhecida carreira no futebol profissional – tem mesmo uma Taça de Portugal no seu pecúlio, assim como participações em diversas Ligas internacionais – foi uma vez mais o atleta com maior ‘andamento’ na sua equipa que muito devido aos seus decisivos golos e experiência táctica e competitiva logrou atingir as meias-finais da competição. Fisicamente potente, faz também da pressão alta e ritmo elevado armas fortíssimas no sue jogo.

Tiago Dias (FSU) – Não foi utilizado na meia-final ante o ARCOV e a sua equipa, a FSU, ressentiu-se disso; apesar de bem apetrechada, a equipa portuense teve neste jogador nas rondas anteriores um claro acréscimo de qualidade obtida a partir da sua versatilidade e facilidade na movimentação em terrenos mais adiantados, facetas que lhe garantiam bons espaços para finalizar e que justificam também os seus atributos de futebolista que imediatamente se adaptou à realidade e exigências do MiniFootball 7×7.

Luís Miguel Gomes (Juventus BH Foz) – Se Pedro Oliveira constituiu a força da Juventus portuense, Luís Miguel deixou-se conhecer como o pêndulo, colocando-se no centro do terreno e conferindo equilíbrio táctico sempre que a equipa dele necessitava em períodos nucleares do jogo – tal apenas não sucedeu na meia-final ante a Florgrade, na qual a superioridade a nível de condição física e execução técnica foi demasiado gritante. Nos restantes desafios, ofereceu controlo emocional sempre que lançado em jogo.

João Martins ‘Máquina’ (ARCOV) – A face que faltava no tridente de atacantes do surpreendente ARCOV – Pedro Vieira ofereceu a valia técnica, Hugo Lopes a capacidade de desmarcação e último passe e este último, Máquina, encaixou na perfeição nas características dos seus colegas de ataque com bom impacto físico nas variações esquerda-eixo ofensivo e remate fácil, atirando a baliza através de diferentes distâncias e muitas vezes de primeira. Muito embora não tenha conquistado o título, a turma minhota esteve sempre bem servida nos dois expoentes – na baliza e na frente ofensiva.

Nota: Texto gentilmente cedido pelo jornalista de A Bola, Rafael Baptista Reis, destacado pelo jornal para cobrir o evento Elite MiniFootball 5 & 7.

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